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Tive coragem

Se você esta lendo esse post, é por que, sim, eu tive coragem de começar a expor meus textos aqui nesse mundão louco da internet, enquanto não crio coragem pra um canal, como alguns sugeriram. Bem vindo a essa aventura (como eu me sinto uma transgressora falando de aventura, quando estou apenas com a bunda pregada na cadeira escrevendo textos) espero que eu me divirta (e ganhe dinheiro, quem sabe, pós reforma vergonhosa trabalhista esse aqui é meu plano B) e vocês também, deixem seus comentários, sugestões dicas,  criticas (sem palavrões amiguinhos)  e depoimentos. Em breve um texto e uma imagem decente, prometo!

 

 

Recado pra “eu aos 18”

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Você pode não acreditar, mais um dia você vai conseguir escrever 21 páginas inteiras bem rapidamente, precisamente quando isso envolver prazo prescricional. É, você mesmo, que pra responder uma questão de prova com 5 linhas, passa apertado aí no que “um dia”, ainda será lembrado como saudoso ensino médio.
Um dia você vai parar de querer gastar dinheiro com roupinhas, sapatos e baladas, vai pensar muito em móveis planejados e viagens. Cara, você vai pensar muito em viagens!
Você vai passar horas pensando no quão longe você pode viajar pra esquecer sua rotina, por vezes massante, mais ainda em quanto esse lugar pode envolver dias sem saltos e maquiagem, por que por aqui, isso sim é ostentação.
Mas você precisa saber, vai gostar mais ainda de voltar pra sua casa, pra sua cama que já vai ter o formato do seu corpo do seu lado, do outro lado dela aquele cheiro que você tanto vai amar. Você também vai curtir muito voltar das viagens e encontrar o seu banheiro, que ainda não é como vc queria, mas parece resplandescente quando do retorno de qualquer viagem, ainda que pra não tão longe quanto você deseja.
Você vai aprender o que é Netflix e sua “tela quente” vai ganhar um novo formato, cores e sabores, não muito raro você vai trocar horas em pé em qualquer show/bar/barzinho/boate pra ficar em casa (feliz) em várias sextas e sábados.
Você vai passar a se preocupar com o que come, vai entrar na “onda” de alimentação saudável, quando pensar em o quanto quer viver ainda e com quanta qualidade. Lamento te informar, mas por aqui, já diminuímos drasticamente as frituras (não totalmente) e os industrializados, me perdoe Bela Gil, mas comida industrializada é BOM demais (amo Cheetos laranja, socorro! Um salve pras coxinhas). Então segue um conselho, coma muito chips “eu de 18”!
Acredite se quiser, um dia você vai se importar com o que pensam, sim, parece bobo, mas vai, sabe por que? Por que vai saber exatamente quem é e vai te magoar muito quando alguém te julgar diferente dessa pessoa que você vai se construir. Mas não se importe muito por que no fundo quem te conhece de verdade sabe quem você é, mais que isso, você sabe quem é e isso que sempre deve importar.
Talvez a essa altura aos 18, se bem me lembro você já virou mãe postiça, vai se ver obrigada a mudar sua conduta, por que vai se entender como referência, exemplo, vai consolidar seus valores, princípios e nem vai imaginar quantas sessões na terapia isso vai te render um dia.
Onde você está agora, não existe ressaca, essa vai ser só uma palavrinha que você vai ouvir aleatoriamente de pessoas “mais velhas”. Lamento te informar, um dia você vai ficar “mais velha” e isso vai implicar em ressacas de dias minha querida, cada ano que tem passado aqui, parece que aumenta um dia essa conta.
Beber dia de semana “eu de 18”, vai deixar de ser um prazer, acredite, vai se tornar um sacrifício que você vai fazer em algumas ocasiões pra comemorar algo especial ou pra conseguir ter um pouco de lazer dentro das 24 horas dos dias de semana, que parece que vão só diminuindo, isso por que aqui, ainda, você não tem filhos. Você vai acordar na manhã seguinte desses dias de sacrifício, parecendo um personagem do filme “Os outros” (by Gatão), corretivo irá se tornar um item de sobrevivência.
Bem em breve por aí, você vai entender as coisas “5ª serie” que fez, leiam-se idiotas, vai se arrepender e vai pedir desculpas pras pessoas que magoou, até mesmo por que nas esquinas da vida, pessoas vão te magoar pelos mesmos motivos ou não, então você vai começar a entender qual a coisa certa a se fazer quando começar a se colocar no lugar dos outros. Um dia você vai entender que todo esse lance de desculpas é por conta da tal da “auto crítica muito preservada” que vc tem e isso vai te render mais algumas sessões de terapia, pesquisas no google e choros sem fim.
Nesse momento escrevo tudo isso com o choro apertando a garganta, por olhar pra trás e ver o quanto é preciso, mas o quanto dói crescer. Se desconstruir pra reconstruir algo diferente, isso é chamado “tentar ser alguém melhor” e precisa ser feito todos os dias! Lamento te informar “eu de 18”, a vida de provas com respostas de cinco linhas, estágio, facul, atitudes sem culpa, cheetos laranja e zero ressaca em breve vai acabar.

Bandeira branca às blogueiras

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Desde que me divulguei como “blogueira”, esse foi o termo que eu encontrei e também um jeito de ter uma página de graça na internet (sites cobram hospedagem, domínio e eu não soube mexer com aquele “trem”, “mali mali” com o Blog né gente) até mesmo por que seria ousadia demais me divulgar como cronista, escritora ou qualquer outra nomenclatura. Mas desde então, tenho percebido como o termo blogueira, é no popular, tão “zuado”, mas peraí, idaí ser blogueira?

Quantas vezes na vida vcs aí já entraram em blogs? Até vcs homens, talvez blogs sobre carro, suplemento de academia ou bem provavelmente sobre futebol!

Eu entro em vários blogs, hoje em dia com o Pinterest, talvez eu acesse menos, mas ainda sim, vez ou outra, me vejo em algum BLOG de moda, pra me inspirar a compor um look com alguma peça velha do meu guarda roupa, pra eu não ter que comprar uma roupa nova, uma parada meio louca que criei de tanto ler Nina Lemos, que me criou uma obsessão por Berlim, mas esse é outro assunto.

Direto pesquiso um ou outro assunto relacionado ao meu trabalho e quando vejo, lá estou em algum “Blog Jurídico”, sim, eles existem.

Já entrei em um monte de blog de maquiagem, não adianta muito, nem mesmo um curso de automaquiagem me ajudou muito, mas eu continuo entrando em blogs de maquiagem sim, pra ver se um dia aprendo pelo menos a passar um lápis direito no olho!

Blog de culinária então? Entro quase todo dia, faço prints dos ingredientes, receita, quando dá 18 horas saio do trabalho, vou pra casa, esqueço daquele print e peço um delivery, mas idaí? Eu entro em BLOGS.

Gosto muito também dos blogs de decoração, por que os 30 anos me trouxeram, além das pazes com meu cabelo, o amor pelos móveis planejados, decoração e plantas. Vez ou outra “caio” em algum blog de casa e jardim e me lembro que aos 24 anos eu visitava muito os de sapatos, tinha um em especial que eu amava, mas não me lembro o nome, por que esquecimentos, foi outra coisa que os 30 me trouxe.

Chamem como quiser e podem me zuar por ser “blogueira”, por que pra ser sincera, sei que no quesito zoação tenho crédito com muita gente.
Ah e não se esqueçam de visitar meu BLOG!!

*a foto do post é da Dalva, compositora da música Bandeira Branca, que inclusive, a Globo fez uma série contando a história dela e do Herivelton, marido dela, vale a pena ver de novo, pra quem não viu vale a pena ver, se vcs não perceberam, a foto divulga um blog em homenagem a ela! Até tu Dalva!

Convite especial

20170723_212549.pngFui convidada pra escrever pro IG Lindasdovale e fiquei muito feliz, segundo sua administradora o IG foi criado com intuito de incentivar a valorização das mulheres no Vale do Aço, que de alguma forma não se encaixam nos padrões atuais exigidos. Achei a ideia do IG muito válida, apesar de não conhecer a dona dessa bela idéia, ainda.

As pessoas costumam admirar o que é ensinado que é bonito, geralmente esse conceito inclui uma perfeição que eu, assim como muitas não alcançamos, algumas de nós (como eu) sequer almejamos (o que não quer dizer que eu não me depile ou não tenha colocado meu siliconezinho). As vezes esse padrão e perfeição, tão valorizado nos últimos tempos, inclui muito sacrifícios, dinheiro (que nós não tem) e renúncias, que algumas de nós não estamos dispostas a fazer ou simplesmente não são consideradas prioridades para nós.

Esse mês foi anunciado a renovação de Thirty Reasons Why (se vc é fã, comente vai, vamos ser amigos de série), que conta a historia de uma estudante que se mata após uma série de falhas culminantes, provocadas por indivíduos selecionados dentro de sua escola. Uma caixa de fitas cassetes gravadas por ela antes de se suicidar relata treze motivos pelas quais ela tirou sua própria vida. O que isso tem a ver Sabrina?

Então, quando vi a série, lembrei do meu ensino médio, o quanto eu não me encaixava nos padrões, nem sociais, nem estéticos da minha escola. Pensei o quanto eu soube lidar com isso,  graças a Deus, mas pensei quantas meninas ( e meninos) não souberam. Vcs já se perguntaram o tanto que continuamos impondo padrões? Eu mesma semana passada deixei escapar a frase “dá muita gente bonita lá” e lógico ouvi uma resposta a altura, “mas eu gosto de gente feia também”, pedi perdão pela expressão, claro, morrendo de vergonha.

Meu Deus,  me pergunto, quem era bonita no ensino médio? Costumo dizer que meus dois dentes da frente e minha *bunda nasceram primeiro e eu fui crescendo em volta, sem falar na monocelha e penugem no buço que começou a brotar aos meus 12 anos. 

Assim como a lista feita na escola da Hanna, personagem da série, no meu ensino médio teve uma lista, que listavam os atributos físicos, não á toa, o meu atributo foi “gente boa”, eu podia ter vindo pra casa e chorado bicas, mas não, sorri com meus dois dentões (claro, eles já estavam lá) e me achei o maximo. Na escola se vc era considerado feio, você era excluído, se não era, provavelmente vc excluiu alguém em algum momento (sempre me pergunto como isso funciona hoje, se as escolas fazem algo para que isso seja evitado). Talvez  vc não se importou se enfiou no meio da galera, certa (alguns meus amigos até hoje) e cagou pra essa bobajada toda, assim como eu.

Uma vez ouvi alguém na TV dizer, nunca mais esqueci,  quando vemos uma menina, criança, sempre dizemos “olha que roupa bonita, vc está tão bonita, vc é tão bonita”. Isso soa como “olha, vc tem que ser bonita”. Desde criança isso é repetido pra nós e nós repetimos isso, até sem querer.

Lembro quando engravidei, viraram pra mim (um homem claro) e falaram “mas vc não vai ficar com estrias né? as mulheres da TV tem filhos e não tem estrias”. Tá lá, na TV nas revistas, nós temos que ficar com a pança cabendo quase uma penteadeira, ter contração (pior dor do mundo), parir, o peito quase explodir de dar leite, depois ser sugado meses, mas depois temos que ficar perfeitas, já que as mulheres da TV são. Um salve pra quem inventou todos os recursos pra fazerem nossos parceiros acreditarem que as mulheres da TV, das revistas e agora redes sociais são perfeitas, valeu mano.

O grande lance é qualificar e valorizar pessoas não de acordo com os padrões que nos foram ensinados como importantes, mas sim pelo caráter, bom humor, “gente bóísse”, princípios e valores delas. Não devemos nos  sentir fora dos padrões, ou pior, buscar isso a qualquer preço e muito menos repassar essa necessidade de se encaixar em supostos padrões pras demais gerações.

*não me acho avantajada nesse sentido, mas sou mignon e essa era uma parte, não mais que o dente, que se destacava

 

Que ideia é essa?

Então, tudo começou lá atrás, quando eu era criança, na escola, ex Clube do Bolinha, agora Érico Veríssimo, eu gostava muito de escrever, um dia tive um texto bobo escolhido pra ser publicado no jornal da minha cidade, minha mãe guarda o jornal até hoje, eu acho. Lembro até hoje que me achei o maximo por isso e minha mãe mostrou o jornal até pro carteiro quando passava na porta de casa. Eu costumava dizer que um dia ia escrever um livro e ser entrevistada pelo Jô. O Jô aposentou, eu não escrevi um livro, plantei uma árvore, quase tive um filho, os anos se passaram, não virei médica também, como eu disse lá pelos 11 anos, antes de virar a menina 7,4, depois disso fui aceitando que não seria médica, já que no terceiro ano do colégio, eu tinha que dar um jeito todos os dias, de sair mais cedo (vcs não imaginam o trabalho que me dava isso) pra estar no meu primeiro emprego as 12hs30 onde ficava até as 21hs. Daí não parei mais de trabalhar, acabei fazendo Direito, formei, me descobri advogada trabalhista, daqui menos de 120 dias tá aí essa reforma trabalhista que me levou a pensar, e agora? Tenho que ter um plano B.

Beleza, vamos lá, tá bem na moda churros, coxinha, brownie, pensei fu*#@, não sei cozinhar, minha primeira tentativa na cozinha aos 7, 8 anos, eu tentei esquentar leite em um copo de plástico, fui surpreendida a tempo e impedida de fazer isso. Aqui em casa, André já deixou bem claro e inclusive aceitou que meu lugar não é na cozinha (só na hora de lavar mesmo). Mas voltando, costumo postar umas fotos no instagram com legendinhas extensas, um ou outro vem e elogia,  fala que emocionou ou riu muito, aí vcs já sabem, o ego da gente é safado, infla, um amiguinho vem e fala “cria um canal”, outro fala “por que vc não cria um canal?”, nesse interregno entre Presidente investigado sancionar reforma trabalhista, eu aceitar que meu plano B não vai ter, definitivamente, relação com a cozinha, eu comprei o livro da Jout Jout ( Tá todo mundo mal) e com base na historia dela, com a qual me identifiquei muito, desde ser a feia do colégio que os meninos choravam no ombro por outras meninas, até achar dinâmicas pra vaga de trainee uma coisa tão cretina, eu decidi criar esse blog (até ter coragem de criar o canal) tô apanhando, por que não sei mexer nisso, mas fuço em tudo até descobrir, aceito assessoria (grátis, por enquanto) e estou curtindo muito, espero que vcs gostem!